Internacional

A advocacia tem se reinventado muito no século XXI e as mudanças sofridas afetam aos escritórios, advogados e clientes, no Brasil e no exterior, de maneira intensa. Mais do que o uso da tecnologia que chegou de maneira definitiva às rotinas profissionais há pelo menos duas décadas, há um componente preponderante que criou uma nova dinâmica de fazer negócios: os negócios internacionais. É possível perceber que no século XXI, em especial para o Brasil a partir do boom econômico das commodities, que a forma de fazer negócios mudou não apenas o portfólio de investimentos, mas, principalmente, as camadas e contextos de fazer tais negócios.

Quando se fala em comércio internacional, naturalmente vem à cabeça a demanda logística, de levar e trazer produtos de um ponto até o outro. Mas os negócios internacionais são muito mais do que isso: eles são a inteligência empresarial que define onde determinados ativos estarão alocados no mundo para gerar mais resultados para seus acionistas, sejam eles multi ou transnacionais. E para que isso ocorra, demanda-se mais do que meramente um prestador de serviço jurídico, mas um parceiro que una as pontas e crie oportunidades que antes eram invisíveis. Neste contexto, a advocacia nacional e global se apresenta não apenas como um meio técnico para apresentação de soluções para negócios, mas como um próprio fim para viabilizar que arranjos empresariais sejam cada vez mais inteligentes, econômicos, viáveis e produtivos. Mas a própria advocacia no seu nível técnico mais avançado tem seus limites, e é por isso que cada vez mais se faz necessário que os escritórios se posicionem de maneira a criar suas próprias plataformas de negócios nacionais, regionais e internacionais. Estas plataformas, que podem ser físicas ou digitais, geram um centro de conhecimento de oportunidades de negócios para clientes alocados no Brasil e fora deles.

Uma das formas que o escritório Küster Machado tem usado para criar tais plataformas é investir no relacionamento na origem da oportunidade comercial. Se um investidor estrangeiro decide montar uma operação no Brasil ou na América Latina e o escritório é procurado de maneira reativa por tal investidor a estruturar tal negócio, participa-se de maneira parcial neste processo. Mas se o investidor tem acesso na sua origem às oportunidades na nossa região, a chance de tal operação ser mais coesa e gerar um relacionamento duradouro, para além da prestação do serviço jurídico, se torna muito maior. Investir em relacionamentos com escritórios de advocacia parceiros em outros países é uma forma de gerar um intercâmbio de conhecimento e compartilhar oportunidades de negócios entre clientes de bancas diferentes, mas que têm propósito similar. Além disso, prospectar clientes estrangeiros que tenham operação no Brasil, ou que tenham interesse de ter, é uma forma menos ortodoxa do que a vista pelo mercado e pela OAB no Brasil, deixando uma tela em branco para que o escritório possa atuar de maneira mais livre e com orientação exclusiva de negócios. É por este motivo que o escritório se coloca à disposição de ser mais do que um mero prestador de serviço jurídico, em operações nacionais ou cross border, mas um ponto de conexão entre negócios que eventualmente não estavam sendo vistos originalmente.

Além dos pontos técnicos na formalização de um negócio, temos visualizado cada vez mais a necessidade de compreender diversos contextos globais, não apenas que afetem a nossa região ou país, mas que inevitavelmente criam contingências e oportunidades. Nas nossas equipes estratégicas que gerenciam tais casos, a experiência internacional dos advogados é fundamental: mais do que falar outras línguas, nossos maiores ativos dizem respeito ao conhecimento das percepções sobre formas de fazer negócios em outros países, assim como de maneira sucinta conhecer as legislações de outros países a fim de auxiliar na conciliação entre sistemas jurídicos diferentes no mundo no momento de fazer negócios.

Avançamos, portanto, para uma era onde o exercício da advocacia é local, com o conhecimento das leis e das dinâmicas de negócios, mas com uma percepção de que tais negócios estão sempre interconectados. Em um momento em que a política externa brasileira será substancialmente alterada pelo novo governo, espera-se um maior protagonismo e participação ativa nas cadeias globais de valor, seja pela inserção futura  na OCDE, seja pelos acordos bi ou multilaterais que gerem valor de fato para investimentos e comércio com direção ao Brasil a exemplo do que ocorre recentemente com o acordo Brasil e Chile, nosso posicionamento e compromisso é de ser uma plataforma que conecte oportunidades entre parceiros de outros países e que nos auxilie a ter uma capilaridade que não dependa apenas dos negócios domésticos, mas que tome vantagem das cadeias globais de negócios.

O Küster Machado conta com uma equipe especializada e que pode esclarecer dúvidas e fornecer informações detalhadas sobre o assunto.