Artigos

Richard Cordeiro de Oliveira, CEO da Unimed Florianópolis, é um profissional com mais de 27 anos de experiência na área de administração de empresas, auditoria externa independente, atuando em posições estratégicas e liderança executiva em empresas nacionais e multinacionais. Nesta edição conversamos com ele sobre os desafios na gestão e um pouco da trajetória de ação que colocou a cooperativa catarinense em destaque no país. Boa leitura!

 

KM: Sua gestão na Unimed está sendo marcada pela renovação e dinamismo. Como você avalia esse período de gestão?

Richard Oliveira: Em uma visão sintética do período passado, posso descrever que a UGF transitou pela maior “onda de mudança” da sua história. Todo processo de turnaround passa por alguns estágios, aqui não foi diferente, experimentamos a transição (fase mais drástica) por algo em torno de 6 meses, depois a imersão (correção de processos de controle interno / + 6 meses), aí chegou a reformulação (correção de valores/cultura – + 6 meses) e, nos próximos 18 meses ficamos focados na consolidação, pela qual, nos asseguramos da conformidade implantada. Em todas as minhas explanações acerca do plano de recuperação fui enfático em dizer que a minha função não era prever o futuro, mas, sim, levar a UGF para um futuro incerto (dizia isso em 2015/2016). Então, além dos problemas econômicos, políticos e reputacionais que encontramos na cooperativa, ainda fomos agraciados com o impeachment no Brasil, eleição do presidente nos Estados Unidos e o “Brexit”. Agora, olhando o passado, fica claro que a perseguição severa por governança corporativa, conformidade, accountability e disciplina financeira geraram uma cooperativa mais sólida, estruturada e preparada para o futuro, mesmo que incerto…

 

KM: Quais são os principais desafios para deixar a cooperativa entre as de melhor performance no país?

Richard Oliveira: Dois aspectos relevantes colocam a UGF nesta situação privilegiada de alta performance em administração, a gestão cooperada que assumiu em conjunto a transformação e correção de direção foi completamente alinhada com os devidos e certos princípios de conformidade, ou seja, Conselho de Administração e Diretoria Executiva alinhados no jeito certo de fazer, o caminho ficou mais fácil de trilhar e, em segundo lugar, a perseverança nos 3 pilares de gestão – governança corporativa, conformidade e accountability.

 

KM: Quais são os principais investimentos, hoje, na cooperativa, para atender aos desejos e demandas dos clientes?

Richard Oliveira: Neste item estamos focados em um trilema: a) esteligência (transferência da inteligência para os “devices” que nos cercam); b) compartilhamento (as informações se tornaram horizontais e velozes); c) tribalismo (temos que estar atentos em todos os nossos públicos, assim, nossos esforços financeiros, reputacionais e humanos estão direcionados para todas as pessoas que confiam em nosso serviço, ou seja, nossos clientes e, fundamentalmente, como o serviço é “saúde” estamos empenhados em disseminar nosso “jeito de cuidar”.

 

KM: Quantos cooperados e unidades vocês têm hoje, após a reformulação de toda a gestão?

Richard Oliveira: Hoje estamos com um hospital altamente equipado e preparado para a performance exigida pelo mercado com pronto atendimento, um pronto atendimento infantil e, para toda a nossa carteira de clientes (200 mil vidas) temos 1870 cooperados médicos.

 

KM: Antes da Unimed, você passou pela consultoria Ernst & Young e um fundo de investimentos reconhecido. Quais os aprendizados desse tempo de consultoria você hoje pode aplicar como CEO na Unimed Florianópolis?

Richard Oliveira: O trânsito por diversos setores da economia com forte tendência em auditoria externa independente lapidou uma performance voltada aos princípios da governança, conformidade, transparência e severa educação/disciplina financeira, ou seja, o setup se concretizou pela mente elástica – fazer o certo/justo com os recursos disponíveis.

 

KM: Na sua gestão, você fala em prioridades de contratos bem feitos. Como o escritório, com área especializada em saúde e médicos, te ajuda nesse propósito de construir negócios mais inteligentes para os cooperados e para o mercado?

Richard Oliveira: É incomensurável o apoio nas decisões e mudanças de direção na esfera jurídica que o escritório do Küster Machado nos oferece, somos altamente exigentes nestas demandas e as mesmas são profissionalmente atendidas e, além de superadas, têm velocidade instalada. Transformamos em conjunto com o Küster Machado uma realidade ruim no tema “judicialização da saúde” para um tema altamente discutido com a corte. Somos performados pela jurimetria que o escritório nos fornece, ou seja, decisões coerentes baseadas em realidades sustentáveis. Afirmamos com substância que nossa assessoria jurídica vai além da esfera contingente, ela nos ajuda a decidir pelo certo.

Comunicação KM