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Pacto Global e Precificação dos Seguros

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Lançados em 2012, no Rio de Janeiro, os Princípios para Sustentabilidade em Seguros são produto de um trabalho realizado entre Seguradoras mundiais em parceria com a Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas. São eles os alicerces para uma relação saudável entre a indústria de seguros e a sociedade, tais princípios posicionam a sustentabilidade como foco na hora de adotar as práticas necessárias no desenvolvimento de negócios, buscando e administrando um futuro melhor.

Quando se entende que a principal atividade do mercado do seguro é compreender, gerenciar e assumir riscos se passa a analisa-lo com uma visão de prevenção, redução e compartilhamento, quanto menores os riscos, melhor.

E é em um momento de transformações da sociedade que ao se falar de Seguros fala-se também de desafios ambientais, sociais e de governança. Novos riscos são assumidos conforme tudo se modifica, sejam na poluição do ar ou na falta de ética e comprometimento das partes, tais fatos afetam diretamente a precificação final do seguro.

Entre outras quatro etapas principais na hora de se criar um seguro, uma delas é a da precificação desses, que está diretamente ligada à atenuação de risco. Por exemplo, quando estamos diante de alterações climáticas, degradação do ecossistema ou perda de biodiversidade, resta claro que haverá um aumento do risco diante de catástrofes impossíveis de se prever em decorrência destas más ações e, com isso, aumento do preço do seguro.

Outro exemplo de aumento de risco seria uma sociedade corrupta, com governos sem transparência ou que governam sem prever possíveis riscos, tomando atitudes sem planejamento. É sabido que quanto mais solido forem às estruturas legais e os processos de governança, com alinhamento de interesses, ética e regulamentos, menos riscos se assume, menos insegurança se gera e, por consequência, menor é o valor do seguro.

Isso parece óbvio quando paramos e analisamos que tal fenômeno – risco e precificação – andam juntos, contudo, no dia a dia, se esquece de que tudo está englobado e deve-se colocar em pratica – entre outros – os Princípios para sustentabilidade para que, efetivamente, ocorra essa diminuição de riscos e consequentemente, de custos para todos, gerando maior confiabilidade e progresso.

 

Portanto, em um mundo cada dia mais integrado onde fronteiras quase não existem mais, pensar individualmente, como pessoas ou como mercado, seria um erro de sobrevivência até, não se vive mais isolado. Preservação do meio ambiente, da ética e de boas práticas em sociedade é crucial para que o ciclo se feche de maneira a não onerar ou prejudicar qualquer das partes.

Mariana Cavallin Xavier

Küster Machado Advogados
Küster Machado Advogados Com mais de 30 anos de atuação nacional, o Küster Machado Advogados oferece soluções jurídicas abrangentes nas esferas contenciosas e consultivas em mais de 20 áreas do Direito a nível nacional. Possui unidades nas cidades de Curitiba, Blumenau, Londrina, Florianópolis e São Paulo e desks na Suécia, China e Estados Unidos.

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