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A necessidade de proteção contra o perigo é um dos instintos mais importantes do ser humano, o que, consequentemente, gera incertezas em relação ao futuro. Essas incertezas foram responsáveis pelo surgimento do instituto do seguro.

O seguro é um mecanismo de transferência de risco de uma pessoa ou empresa para uma seguradora que assumirá esse risco.

Viver envolve riscos. No passado o ser humano corria o risco de ser atacado por animais selvagens ou morrer de fome e frio, hoje os riscos são outros, evoluíram acompanhando as transformações cotidianas e sociais.

A sociedade está em constante evolução, sedenta por soluções capazes de melhorar a qualidade de vida, mitigar riscos, proporcionar segurança e estabilidade nas relações do dia a dia, sejam pessoais, empresariais ou profissionais.

Historicamente, o mercado segurador evolui ao lado da sociedade, que sedenta por proteção impulsiona a criação de novos produtos. Essa evolução é diária, buscando constantemente se adequar a uma nova realidade das famílias e das empresas.

O seguro deixou sua imagem caricata do convencional para se transformar num instituto dinâmico, possibilitando o progresso da sociedade ao passo que traz segurança nas mais variadas relações humanas.

Rotineiramente ouvimos falar acerca de novos produtos lançados por alguma companhia de seguros, e essas novidades surgem em decorrência justamente de necessidades e de demandas geradas pelos mais diversos setores da sociedade, na maioria das vezes visualizadas pelos corretores de seguros, que seguem na ponta comercial com o mercado.

Podemos citar como um exemplo claro dessa evolução o seguro de Cyber Risks, que tem por objetivo antecipar a proteção contra ataques cibernéticos e que visa neutralizar os prejuízos em decorrência da violação de dados corporativos e pessoais, cujo prejuízo pode inviabilizar o prosseguimento da atividade empresarial.

Esta modalidade de seguro é fundamental para continuidade das operações de qualquer empresa, sejam de grande, médio ou pequeno porte, tendo em vista que cobre os custos de serviços e respostas à incidentes cibernéticos.

Outro tipo de cobertura desta modalidade de seguros é a da Gestão de Crise, que visa minimizar riscos para a reputação da empresa, ajudando na reorganização segura para proteger e reconstruir sua reputação após sofrer um ataque cibernético.

Também podemos citar outros produtos inovadores, como o Seguro de Proteção de Dados, Roubo e Furto de Eletrônicos, Weather Risks, Seguro de Sucessão Empresarial e o D & O e o E & O – mais conhecidos como Seguro de Responsabilidade Civil para Gestores e Seguro para Erros e Omissões, respectivamente. Na mesma linha de inovação citamos os seguros para Projetos e Engenharia, que exemplificativamente garantem desde o transporte de placas fotovoltaicas até uma má-execução do sistema de energia solar. Por fim, acompanhando a onda do transporte alternativo mencionamos os recentes seguros para bicicletas e patinetes elétricos.

E a pergunta que fica é, o legislativo e o judiciário estão preparados para regulamentar e discutir essas novidades trazidas pelo mercado segurador? Infelizmente, em nosso ponto de vista não, mas isso será abordado de maneira pormenorizado em outro momento.

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Emerson Magalhães e Francis Vessoni